quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Vocês estão nos invadindo

Esta foi a frase que ouvi de um francês que se chama Nicolas e que já morou no Brasil por uns tempos.


Fui com uma amiga visitá-lo. Ele trabalha num arret, que é um ponto de parada. Ele tem 29 anos e trabalha lá fazendo um bico, dando informações para os pedestres. Após as apresentações, falamos que encontramos muitos brasileiros na cidade e outras coisas. A primeira coisa que ouvimos foi: Vocês estão nos invadindo.

Além de perplexa fiquei pensando: por que será que tenho a impressão que toda a Europa também pensa assim?

Uma das coisas que mais me deixa triste (além de trocar meu trabalho de professora no Brasil, por possivelmente por um do Mc Donalds), é que penso neste pensamento pequeno e sórdido dos franceses. Nós estrangeiros, aquecemos a economia, aprendemos a língua e cultura e a levamos a nosso país.  Mas não. A única coisa que eles pensam : por que esse monte de tupinambás estão aqui?

Confesso que mesmo tendo sido bem recebida (pelos estrangeiros, como eu) e mesmo em duas semanas, começo a pensar se realmente quero ficar aqui por bastante tempo. A Europa parece a nós, latinos, um sonho de consumo, algo tão bonito, como ser feliz para o resto da vida.  Mas quando nos deparamos com esse tipo de pensamento tão pequeno não tem como os olhos não se encherem de água e o coração apertar pequenininho.
 

domingo, 15 de janeiro de 2012

Meios de transporte em Grenoble

Desde quando cheguei, e como muitos sabem foram altas aventuras, fiquei bem intrigada com o Tram de Grenoble. Primeiro porque eles passam no meio da rua, como se fosse um ônibus. Quando o pessoal da faculdade mandou o endereço e como chegar,imaginei que para pegar o trem, deveria me dirigir a um lugar, descer as escadas, pagar a passagem e entrar. Pois bem: nada disso.


No meio da rua, exatamente onde passam os carros, existem as linhas ferreas que levam a várias direções, como as linhas de metrô de São Paulo. Ao lado das paradas, existem máquinas em que você selecionaseu bilhete(um dia, unitário, tarifa reduzida, etc), escolhe a forma de pagamento e, voilà, a máquina lhe dá bilhete. Logo depois, você o valida numa máquina pequena ao lado e entra no trem, SEM PASSAR POR NENHUMA CATRACA. Pode parecer estranho minha indignação, mas digo isso, porque pensei "e se a pessoa não pagar???". Resposta: ningu
ém vai saber. É claro que existemcontroladores, que vez ou outra, pedem seu bilhete, mas nunca os ví. Imagino em Sampa, a quantidade de pessoas que jamais pagariam passagem e iriam numa boa. A cultura é tão diferente que nos supermercados você mesmo pesa suas verduras, põe o código, põe o tiquek. A moça do caixa apenas passa a compra, sem conferir se o peso equivale. Sim, a cultura é ser corretíssimo!

Além.disso, na porta dos trens, existem botões para abertura. Caso vc corra eo trem feche a porta, basta apenas apertar o botão e a porta se abre. Tanto faz estar dentro do trem, ou fora dele. De novo imagino esse mecanismo nos trens de sampa, especialmente na Av Paulista às 18h. O trem JAMAIS sairia do lugar!!!!

Bonjour tout le monde!!!!!

Esse blog nasceu após minha vinda para a França estudar FLE (francês como língua estrangeira). Estou morando em Grenoble, uma cidade no sul da França, rodeada pelos Alpes, em Isère. Ainda não sei como esse blog será alimentado, mas a ideia é compartilhar minhas impressões e experiências. sobre a vida na França. Voilà!!!